Se não quiseres deprimir-te…não te cases!

A depressão pós-casamento é cada vez mais habitual

O verão é a época em ue se celebram mais casamentos por estatística. O bom tempo, as férias e o bom humor fazem que os meses de Junio, Julho e Agosto sejam os meses propícios para celebrar um casamento.

Tudo é perfeito até que chega o dia, apesar do stress, mas quando termina, depois das toneladas de diversão e felicidade…que mais há?

Pois nada; os convidados vão embora e os noivos ficam sós…e a sua vida não muda, segue a ser a mesma que antes do casamento…mas agora ele chama-se marido e ela faz-se chamar mulher…E é então quando chega a “depressão”.

É uma patologia da desídia, do desânimo, um “não saber que fazer”. Na realidade, segundo Jesús de la Gándara, chefe de Psiquiatria do “Complejo Asistencial de Burgos” (Espanha), “não é algo patológico, senão uma reacção emocional”.

O doutor reconhece que “se vê muito em consulta“, e cada vez mais e afirma que se deve a uma “falta de maturidade” já que o paciente que sofre este tipo de reacções “não assume esta vinculação com o casal”. Para além disso, o especialista acrescenta que “sabemos que existem pessoas que não têm capacidade para chegar a um verdadeiro grau de compromisso; porquê lhes ocorre é um mistério”.

Pessoalmente agora entendo muitas coisas…e esse “medo ao compromisso” que achava que era um mito parece ser certo!

Curiosamente, este desânimo pós-casamento acontece com maior frequência em aqueles casais que já passaram anos a conviver e a única mudança que afrontam é a assinatura de um papel que avaliza o seu novo estado civil.

É preciso pensar na decisão muito tempo antes e analisar se realmente o companheiro sentimental é a pessoa ideal para compartilhar a vida, por muito carinho que exista”, aconselha o doutor Gándara, quem considera que se não se tem muita certeza, o mais provável é que o casal dure pouco tempo casado”.

Os dados corroboram esta ideia. Segundo a informação sobre divórcios recopilada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) da Espanha, de 2006 a 2007 -últimas cifras disponíveis- as únicas separações que aumentaram ocorreram em aqueles casais que não passaram nem um ano casados, com um incremento de 15,9% respeito ao ano anterior. Enquanto os divórcios em todas as demais circunstâncias desceram, as rupturas no primeiro ano são uma tendência em aumento.

Escrito por Nerea

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